O filme recém lançado nas telas brasileiras, Mestre dos Gênios, conta a história do famoso editor Max Perkins – interpretado por Colin Firth – que trabalhou na editora Scribner em Nova York com alguns das maiores mentes da literatura de seu tempo, como Ernest Hemingway (Dominic West) e F. Scott Fitzgerald (Guy Pearce).

A cinebiografia é baseada no livro Max Perkins: Editor of Genius, do escritor A. Scott Berg, livro publicado em 1978 que aqui no Brasil foi traduzido e publicado em 2014 pela editora Intrínseca. O filme também é marcado como a grande estreia do ator Michael Grandage na direção de longa-metragem.

A história narra a relação entre o consagrado editor e o jovem e boêmio escritor Thomas Wolfe – interpretado por Jude Law -, que em um último alento procura Perkins para ler o manuscrito do que viria a ser seu primeiro livro consagrado. Thomas, apaixonado escritor, leva a paixão á literatura de volta a Max, que acredita em seu talento e dedicação, editando seus livros em sua curta vida.

Mesmo com formato Hollywoodiano, o filme nos leva para a conturbada relação do editor preocupado com a obra final e com o mercado e um escritor conturbado, que entregava seus manuscritos em formatos variados com mais de mil páginas escritas.

Apesar do filme pensar a intensa e emocionante história entre o jovem escritor e o editor consagrado, o filme também nos leva para uma reflexão mais profunda através do mundo da literatura. Ele nos coloca a relação conflituosa entre o mercado literário já pujante, no início dos anos 30 nos EUA, e o artista que reluta em ceder aos cortes e recortes do editor; as variadas cenas em que essa relação é explorada, nos faz pensar como atualmente anda essa queda de braço entre a arte e o mercado editorial? Até que ponto os editores modificam uma grande obra? E também, como eles e suas experiências engrandecem um livro.

Essa história nos traz um olhar que à primeira vista não observamos no mundo da literatura. E no que é fundamental nas construções dos livros, ele amplia e complexifica nosso olhar sobre um mundo que não é só do escritor e a sua pena, mas mostra a profunda e ora romantizada relação entre o artista e este agente do mercado editorial.

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Um comentário em “Mestre dos Gênios (2016)

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